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29 de Março de 2020

O poder da comunicação com seu cliente

Um pequeno ajuste pode ter um grande impacto.

Gracy Martins, Advogado
Publicado por Gracy Martins
mês passado

Em uma breve volta pela minha memória, tentando relembrar reclamações corriqueiras, me recordo inúmeras vezes de reclamações quanto a falta de comunicação de profissionais com seus clientes.

Esse texto não tem o intuito de adentrar ao âmago das relações, com todos os seus emaranhados, tampouco discriminar os N tipos de pessoas e qual o melhor jeito de lidar com cada uma delas.

Dito isso, vamos conversar.

Eu sei, caro colega, a vida de advogado tem muitos afazeres e as vezes aquela conversa fica sendo deixada para mais tarde, amanhã, final do mês, só quando sair a sentença. Sem falar que não somos apenas advogados, somos uma multiplicidade de outras coisas.

Mesmo assim, insisto no meu pensamento: construa uma ponte de diálogo entre você e o seu cliente. Não deixe o diálogo virar um monólogo.

Me parece que quanto mais instrumentos de comunicações temos, mais nos distanciamos das pessoas, e aqui peço licença para esticar o pensamento desse parágrafo e abranger não apenas ao distanciamento da relação cliente-advogado, mas todas as outras relações.

É possível criar uma ponte mensal de diálogo com o seu cliente, mesmo sabendo que as respostas do judiciário não acontecem mês a mês, transformando aquele cliente niilista, em alguém mais empático e mantendo aquele cliente cordial.

Comunicação clara e direta. Usando o meio de comunicação adequado aos seus clientes: não me vai enviar e-mail para alguém que sequer usa, ou informar ao cliente que o processo está “concluso”, o ato de comunicar engloba ser entendido, se você manda a informação, mas ela não é processada, você só perdeu seu tempo e aumentou o distanciamento.

Experimente e veja o diálogo transformar suas relações.

Uma vez li no livro “As coisas que você só vê quando desacelera”, de Haemin Sunim:

Sonhe alto, mas comece de baixo.
Um pequeno ajuste pode ter um grande efeito em sua vida.

Não existe Comarca dos sonhos onde o processo tem andamento mensal. Eu sei, a gente bem sabe. Mas também sabemos que o processo é feito de muitos atos unilaterais, os nossos: aqueles telefonemas, as diligências, os peticionamentos e tantos outros.

Uma dica camarada é: sabe aquelas inúmeras ligações que você faz? A ida ao fórum para despachar? Informe seu cliente. Pode parecer óbvio para você que você está trabalhando, mas a gente bem sabe que o que me parece ser muda de roupa quando é visto pelo outro.

O cliente não quer saber que o processo não foi atualizado, mas informar que não houve atualização, porém que você está trabalhando (olha o óbvio aqui sendo necessário) no caso dele para conseguir alguma resposta, muda tudo.

Comunique-se com seu cliente, faça sua parte no diálogo, construa essa ponte. Não deixe o diálogo virar um monólogo. As vezes um “bom dia, como o (a) senhor (a) está?”, transforma seu dia, por qual motivo não mudaria o dia do outro, seu cliente?

Comunicar-se cria e recria laços, firma segurança nas relações. A gente gosta de ser lembrado, nossos clientes também. A relação entre advogado e cliente não precisa ser rígida, fria. Seja solícito e deixe isso claro.

Espero que a comunicação seja o pequeno ajuste para um grande resultado e que ela se expanda para todas as suas relações.

Até mais.

Imagem de Andrew Martin por Pixabay .

Gracy Martins. Instagram

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